7 de set de 2015

Dirty Love Game, Capítulo 6: Um pouco confuso

Sábado. Acordei com um pouco de dor de cabeça, mas nada que me impeça de ir para a praia. Olhei no relógio, onze horas. Estava atrasado! Marcamos de nos encontrar ao meio dia para comer no restaurante do hotel! Me arrumei com pressa, coloquei uma blusa preta de manga curta, um jeans preto rasgado e uma flanela xadrez amarrada na minha cintura, nas cores de azul e preto, para completar um vans cor jeans surrado. Saí correndo para o restaurante. Me servi e fui para a mesa. Digamos que era bem fácil saber quem eram meus amigos, mesmo sem tê-los visto arrumados nessa manhã. Era só achar o grupo que estava falando mais alto. E adivinha, mal sentei e já levei um tapa. Raiva? Um pouco, mas controle-se, controle-se..Eles riram. FODA-SE O CONTROLE!
-PORRA NORIKO, A GENTE NÃO TA MAIS EM ÉPOCA DE AULA! -Gritei, talvez um pouco alto demais, só acho, porque todos estavam olhando. Minha vergonha estava sendo visível pelos marcianos agora.
-Foi mal Bela Adormecida, o que foi? Ficou sonhando com o príncipe encantado? - Takeshi, prepare-se para morrer.
-Se quiser eu te levo para a cama agora mesmo e te mostro onde está o seu príncipe. -Disse. Não foi ele quem corou, foi Yoshito. Todos nós acabamos rindo.

-Calma, Yoshito talvez queira uma princesa, não é mesmo? - Hana falou enquanto esfregava seus peitos no braço de Yoshito, que mostrou seu sorriso sarcástico.
-Desculpa, prefiro as mais selvagens. - Ele disse, me encarando. Opa como é que é?
-Gente, vamos comer isso logo! Quanto antes comermos, antes vamos para a praia! -Disse Ren.
-Porra Ren, não fala o óbvio -Rebati.
-É isso mesmo Ren, come aí - Noriko disse, ou quero dizer, disse enquanto jogava um pedaço de carne que tinha pego do buffet na cara de Ren.
Nem preciso dizer o que aconteceu, não é? Nossa mente parou no primário. Mas foda-se, ser retardado é legal!
-GUERRA DE COMIDA! -Gritei.
O problema é que, o que era uma guerra de comida, acabou nos manchando por inteiro. Mal comemos! E tivemos que pagar pelo desperdício, o que não foi tão caro, acho que os garçons tiveram pena de nós e diminuíram o preço. Que garçons legais, eu teria cobrado o triplo se eu tivesse que limpar a sujeira.
Depois disso subimos para nossos quartos e fomos nos arrumar. Tomei um banho para tirar o resto de molho do corpo, coloquei um calção de banho, uma havainas e passei protetor solar. Coloquei um óculos de sol e saí. Esperei Yoshito se arrumar e fomos para o corredor. Até o último chegar já era uma e meia. Saímos apostando corrida até a praia, parecendo crianças do ensino fundamental, até mesmo Atsushi. Quando chegamos, conseguimos um guarda-sol perto do mar.
As meninas ficaram se bronzeando, e Yoshito também. Eu, Ren e Takeshi fomos para o mar. Alugamos uma prancha para cada um em uma loja de beira de praia e fomos surfar. As ondas estavam razoavelmente boas. Conseguimos fazer algumas manobras, e alguns tombos. Ficamos uma hora seguida surfando, até que tivemos que devolver as pranchas. O limite de tempo aqui é bem curto.
Quando finalmente sentei debaixo do guarda-sol, Kin, Hana e Noriko começaram a me puxar para ir nadar. E óbvio que eu não recusaria, afinal amo o mar!
Ficamos nadando, brincando e até mesmo jogando água uns nos outros, principalmente na Hana, que estava fazendo mi-mi-mi, dizendo que a água estava muito fria. Acabamos nos enturmando com alguns cariocas que estavam jogando vôlei de praia, e jogamos juntos, dessa vez com Yoshito e Takeshi também. Os times foram mistos. E adivinhem? O meu time venceu! Agradeço a Deus pela Noriko estar no meu time. Aquela diva maravilhosa que tem a força de um coice de mula!
Depois disso, eu saí um pouco do mar e fui para a sombra, descansar um pouco, e Takeshi me seguiu. Yoshito, Ren e as garotas ficaram nadando um pouco. Até que, meia hora depois, um grito. Yoshito estava se afogando. Aquele tapado! Foi muito pro fundo! Espera, ele não sabe nadar? Que idiota.
Olhei para as guaritas, os salva-vidas não estavam. Porra, jura? Greve? Ou tão comendo no quiosque hein?.
Entrei no mar e comecei a nadar, mergulhando de tempos em tempos, foi então que em uns dos mergulhos, consegui ver o corpo de Yoshito sendo puxado pela gravidade. O envolvi com um braço e comecei a nadar de volta para a areia. Ele já estava desacordado. Quando chegamos no guarda-sol, coloquei seu corpo sobre a areia e tentei reanimá-lo. o modo tradicional, aquele que você coloca as duas mãos sobrepostas sobre o peito do "paciente" e fica pressionando para que a água saia. Um, dois, três, nada. Repeti isso pelo menos três vezes, e nada. Só o que me falta. Respiração boca-a-boca. O único jeito. Fiz uma vez, e deu certo. Ele acordou com um choque, me olhando como se eu fosse uma aparição.
-TEM ALGUM PROBLEMA? FOI MUITO PRO FUNDO, SEU BABACA! SE NÃO SABE NADAR DEVERIA TER FICADO MAIS PERTO DA AREIA! -Gritei, explodindo de raiva e preocupação, já era a segunda vez que eu tinha que salvar esse miolo-mole!
-Foi mal, câimbra. -Disse ele, tossindo entre as palavras.
Fui para o quiosque e comprei uma água gelada, sem gás. Sentei na areia, ao seu lado, e o entreguei. Ele bebeu metade da garrafa de uma só vez. Falei para os outros que iríamos para o hotel mais cedo. Puxei sua mão durante o caminho inteiro. Atraímos muitos olhares, acredito que de homofóbicos, sinceramente, não me importava.
Chegando no hotel, entrei primeiro e peguei uma toalha, mandei ele se secar na entrada, já que estava mais molhado que eu. Fui para o banheiro, liguei a banheira. Cabiam duas pessoas nela, mas acho melhor não sugerir isso. Prefiro não ver o seu corpo, não preciso disso. Mandei ele tomar banho primeiro. Passou vinte minutos até que eu pudesse entrar na bendita banheira.
Quando já estava seco e com o meu pijama, fui para a cama. Olhei no relógio, oito horas da noite. Pedimos serviço de quarto para a janta e ficamos jogando vídeo-game até meia noite. Depois disso ficamos cansados, e fomos dormir. Ele estava virado de costas para mim, no lado esquerdo da cama. Acabei o envolvendo, e dormimos de conchinha, não ouve resistência da parte dele, pelo contrário, parecia estar bem confortável, e não mencionou ou perguntou nada. Qualquer coisa, foi apenas um impulso pelo seu quase afogamento de hoje.

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