7 de set de 2015

Dirty Love Game, Capítulo 5: I'ts RIO, Swag Bitches!

Sexta. O dia preferido da semana, mas agora é apenas mais um dia normal. Estamos de férias de verão! Dezembro, janeiro e fevereiro longe de qualquer aula ou professor! Estávamos em um avião indo para o Rio de Janeiro. Eu, Ren, Kin, Hana, Noriko, Takeshi e para minha infeliz surpresa, Yoshito. O voo foi demorado, eu e Kin ficamos conversando a viagem inteira, por sermos colegas de assento. Quando chegamos, fomos logo para o hotel. Tínhamos reservado quatro quartos. Fizemos dedos iguais para decidirmos os colegas de quarto, sendo que uma pessoa ficaria sozinha. Os pares ficaram: Ren e Takeshi no quarto 1001, Kin e Hana no quarto 1002, Noriko no quarto 1003 e eu e Yoshito no quarto 1004, porque claro, o mundo conspira ao meu azar. Quando entramos, pensei que meu queixo estivesse no meu pé. Era uma cama de casal. Eu e Yoshito nos olhamos, mas a diferença é que ele estava sorrindo, todo animado, e eu estava em conflito interno. Mas depois disso, vinha a melhor parte de uma suíte, banheira com hidromassagem, e claro, serviço de quarto.
Nem preciso falar que todos juntamos dinheiro o ano inteiro, seja com estágios, trabalhos de meio-período, ou até mesmo com a mesada que recebíamos dos pais para pagar as contas, e coisas essenciais. E Yoshito era um professor, o difícil foi conseguir as férias com a mesma duração, mas acabaram liberando ele, contanto que trabalhasse as férias de inverno inteira ajudando em outros colégios da rede. Sinto pena dele. Coloquei minhas malas no lado da cama e comecei a arrumar o meu guarda-roupa. Apesar de ser uma cama de casal, tinham dois guardas-roupas. Tínhamos chegado três horas da tarde, horário local. Acabei de guardar minhas coisas e arrumar o quarto as cinco horas. Estava exausto. Nós íamos todos para uma churrascaria  jantar, íamos sair as seis e meia, para garantir nossa reserva. Realmente, tínhamos preparado tudo, só não reservamos um lugar na praia porque não tinha como. Comecei a me arrumar. Tomei um banho de hidromassagem e coloquei um jeans preto, com uma mangá comprida cinza e um gorro preto, para completar um all-star preto. Estava parecendo um emo, mas foda-se. Por incrível que pareça estava ventando na rua. Olhei no relógio, seis horas. Yoshito estava terminando de se arrumar. Para evitar mal-entendidos, fiquei esperando no corredor, e não era o único.
Kin estava pronta, tinha chegado antes de mim no corredor, estava usando uma saia branca por cima de uma meia-calça preta, junto com um moletom de verão preto e botas curtas pretas, e com o cabelo solto. Ela estava muito fofa! Takeshi foi o terceiro a chegar (o segundo fui eu), estava com um casaco fino azul, um jeans velho, um vans preto e uma blusa preta. Hana foi a quarta, estava com uma manga comprida roxa, que tinha um top atrás, o cabelo preso em uma trança por um laço da mesma cor que a blusa, uma legging que tinha laços estampados nela em roxo e uma bota roxa. Hana sempre usou roupas delicadas. Definitivamente linda. Noriko chegou em quinto, estava usando um short jeans, uma blusa de manga curta rosa e uma sapatilha rosa, seu cabelo estava preso em um coque, e para completar, um casaquinho azul-marinho. Ren chegou em sexto, estava com uma jaqueta jeans de manga comprida por cima de uma blusa de manga cavada branca, acompanhado com um jeans e um tênis da mesma cor que a jaqueta. E por fim, Yoshito. Estava usando um jeans, com um tênis preto qualquer, uma blusa branca e um casaco preto. Estávamos prontos. Olhei no relógio, seis e meia.
Fomos caminhando até a churrascaria, que era apenas dois quarteirões do hotel, e ficamos conversando durante todo o caminho, e atraímos muitos olhares. Será que é culpa do sotaque? Afinal, somos gaúchos, Porto-alegrenses ainda por cima. Enfim, decidi ignorar.
Quando chegamos a churrascaria, fomos recebidos por um garçom que estava usando uma espécie de terno, parecido com o do Sebastian, de Kuroshitsuji. Acabei rindo por causa disso, e Kin me acompanhou. Realmente, eramos dois viciados em mangá.
O churrasco estava bom, só não digo maravilhoso porque acho que as churrascarias gaúchas são as melhores. Brindamos com cerveja e demos boas vindas as férias. O problema é que falávamos muito alto, por costume mesmo, não por falta de educação. O que deixou as pessoas incomodadas. Mas quanto mais olhares recebíamos, mais alta era nossa risada. Somos um bando de retardados mentais.
Acabamos ficando um pouco bêbados no final. Mas ainda estávamos bem o suficiente para voltar apé para o hotel sem bater com a cara em um poste ou coisa parecida. Voltamos conversando mais alto que o normal, e coisas sem sentido ainda por cima. Veja bem, alguns dos tópicos que conversamos foram o vômito de unicórnios e que o aquecimento global estava proibindo os ursos polares de cheirarem coca. E vá por mim, não bebemos muito, bebemos pouco em comparação a outras festas que já fizemos ou fomos. O problema era que nós eramos idiotas mesmo. Um policial chegou a perguntar se queríamos ajuda para voltar para o hotel.
Quando chegamos, eu e Yoshito caímos na cama, exaustos. Sem se importar com nada.

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